Ao telefone em Portugal: «Estou?», «Da parte de quem?» e como marcar uma consulta

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Homem encostado a uma fila de cabines telefónicas num aeroporto, em fotografia a preto e branco
Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)

Falar ao telefone numa língua que se percebe quase toda é mais difícil do que parece: não se vê a cara de quem fala, o sotaque parece mais rápido e as fórmulas de atender são diferentes. Este guia junta as frases que vai precisar.

Atender

Em Portugal, quase ninguém atende com «Alô». O mais comum é:

  • «Estou?» ou «Estou sim?»: a forma mais típica de atender.
  • «Está?» ou «Está lá?»: também muito usadas, sobretudo por pessoas mais velhas.
  • «Sim?»: curto, quando se sabe quem está a ligar.
  • Em serviços: «Clínica X, bom dia.»

Pedir para falar com alguém

Para dizer… Em Portugal
Quem está falando? Quem fala? / Da parte de quem?
Posso falar com a Ana? Queria falar com a Ana, se faz favor.
Ela não está. Ela não se encontra.
Pode deixar recado? Quer deixar recado?
Um momento, vou transferir. Um momento, vou passar a chamada.

Marcar uma consulta ou um serviço

— Bom dia, queria fazer uma marcação para uma consulta. — Para quando? — Se possível, para a próxima semana, de manhã. — Tenho disponibilidade na terça-feira às 10h30. — Pode ser. O meu nome é…

«Marcar» é o verbo para tudo: marcar consulta, marcar hora no cabeleireiro, marcar mesa num restaurante.

Vocabulário das chamadas

  • Ligar e telefonar: os dois usam-se. «Ligo-te logo à noite.»
  • Telemóvel: o celular. O telefone de casa é o telefone fixo.
  • Chamada: a ligação.
  • Dar um toque: ligar e desligar logo, para a pessoa ver que se ligou, ou fazer uma chamada rápida.
  • Correio de voz: a caixa postal.
  • Chamada não atendida: a ligação perdida.
  • Prima 1: nas linhas automáticas, é o «tecle 1».

Números de telefone

Em Portugal, os números têm nove algarismos. Os telemóveis começam por 9 e os fixos por 2. Os portugueses costumam ditar os números em grupos de três: «nove-um-dois, três-quatro-cinco, seis-sete-oito».

Dicas

  • Se não perceber, peça: «Desculpe, pode falar mais devagar?» ou «Pode repetir, por favor?».
  • Muitos serviços aceitam marcações por email ou por mensagem: se o telefone o deixar nervoso, pergunte se há essa opção.
  • Em emergência, o número é o 112.

Resumo

Atenda com «Estou?», pergunte «Da parte de quem?», marque tudo com «queria fazer uma marcação» e, se não perceber, peça para repetir mais devagar.

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